|
Nesta época, número de consultas por problemas respiratórios aumenta até 50%. Antes de recorrer aos remédios saiba como diferenciar cada uma Está começando mais uma temporada de gripes, sinusites,...
Está começando mais uma temporada de gripes, sinusites, resfriados e rinites na Capital. Basta chegar o outono com os dias mais quentes pela manhã e o friozinho noturno para que o movimento nos consultórios médicos cresça até 50%. Tudo por conta das doenças respiratórias. O grande problema, segundo os especialistas, vem logo em seguida: trata-se ad automedicação. A questão é séria porque gripe não é a mesma coisa que resfriado, por exemplo, e as formas de combater ambos os problemas são bem diferentes. “A dificuldade no diagnóstico é grande porque os sintomas são todos bem parecidos”, explica Mônica Aidar Menon, doutora em Ciências Médicas pelo Departamento de Otorrinolaringologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. “Um resfriado mal curado, por exemplo, pode terminar numa sinusite que vai acompanhar a pessoa por um bom tempo”, completa. Em uma cidade poluída como São Paulo, a estimativa é de que 30% da população em alguma tendência a desenvolver uma rinite alérgica. Como nessa época do ano a preferência também é por lugares confinados, com grande quantidade de pessoas, a chance de ter o problema são ainda maiores. Sem saber bem a diferença entre a rinite e o resfriado, por exemplo, o tratamento padrão pode não resolver o caso. E, em muitos casos, tornar o paciente uma vítima dos descongestionantes nasais que não devem ser usados por mais do que três a cinco dias. “Nesta época é também comum aparecerem novas viroses e aquelas gripes que derrubam mesmo” , lembra a especialista. “A baixa resistência pode provocar, junto com a gripe ou resfriado, uma infecção bacteriana, levando às amidalites e faringites”, completa. A automedicação, nesses casos, é mais um problema para o paciente. Por isso, o diagnóstico correto faz tanta diferença na hora de tratar uma aparente gripe ou resfriado. Remédio vira água Segundo Mônica, muitos medicamentos para tratar sintomas do resfriado não têm eficácia totalmente comprovada. Na prática, o paciente poderia passar muito bem sem os comprimidos, esperando de três a sete dias para solucionar o problema. “Alguns desses medicamentos têm tanta utilidade para o paciente resfriado quanto beber muita água para melhorar a hidratação”, avalia Mônica. Uma alternativa que está chegando ao mercado são os fitoterápicos para tratar problemas respiratórios. “Tive um bom resultado com o fitoterápico e trato minha sinusite há muitos anos”, afirma a empregada doméstica Lucimara de Souza, de 35 anos. “Basta chegar essa época do ano para que a sinusite ataque. Não consigo dormir e fiquei viciada em descongestionante para o nariz”, afirma. | | Sintomas | Período | Tratamento | | Resfriado comum | Coriza clara / obstrução nasal | De 3 a 7 dias | Controle dos sintomas | | Gripe Coriza clara | obstrução nasal / febre / mal-estar | De 7 a 15 dias | Controle dos sintomas | | Sinusite | Coriza amarela / dor de cabeça / "resfriado prolongado" | Aguda pode durar até 1 mês / Crônica dura mais que um mês | Antibióticos | | Rinite alérgica | Coriza clara / espirros / obstrução nasal / coceiras no nariz | Alergia aparece em contato com agente alérgico | Antialérgicos | Fitoterápicos são alternativa Para tratar problemas como rinite alérgica e sinusite, os especialistas já estão se valendo também dos medicamentos fitoterápicos, remédios à base de plantas produzidos pela indústria farmacêutica. (...) Outra droga à base de planta que chegará em breve ao mercado é o extrato de Petasites hybridus, do Laboratório Aché. O remédio, que será usado no tratamento da rinite alérgica, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A nova droga será apresentada aos especialistas durante o 3º Congresso Brasileiro de Fitomedicamentos, que acontece em maio, no Macksoud Plaza, em São Paulo. Para a médica Mônica Menon, os remédios fitoterápicos são uma nova alternativa no mercado, mas o paciente deve se lembrar de que a plantinha vendida na farmácia da esquina não terá o mesmo resultado que o extrato produzido e testado em laboratório. “É uma nova perspectiva de tratamento, pois tem função antialérgica e antiinflamatória”, explica. Fonte: Diário de São Paulo |